O racismo religioso não é um problema individual: é uma violência que atravessa instituições, políticas públicas e o cotidiano de quem vive e mantém os terreiros. E enfrentar isso é responsabilidade do Estado. Eu assumo o compromisso de levar essa luta para Brasília, mas com uma certeza: não cabe a uma deputada falar pelo Povo de Terreiro. Cabe construir junto, escutar, abrir caminhos e cobrar o poder público.
A partir dessa construção coletiva, vamos levar essas lutas para Brasília e trabalhar para:

Vamos trabalhar para:
- Enfrentar o racismo religioso, fortalecendo políticas de denúncia, proteção e responsabilização e cobrando preparo dos serviços públicos para atender as comunidades de terreiro.
- Defender os terreiros como territórios tradicionais, buscando políticas federais que contribuam para sua proteção, regularização e permanência, porque sem território não existe continuidade ancestral.
- Destinar recursos e disputar orçamento, por meio de emendas e da atuação no Congresso, para iniciativas dos terreiros em cultura, patrimônio, segurança alimentar, direitos humanos, educação e fortalecimento comunitário.
- Proteger a memória e os saberes, fortalecendo políticas de patrimônio e preservação das tradições de matriz africana, sempre respeitando os fundamentos, o segredo e a autonomia de cada comunidade.
- Defender uma educação antirracista, cobrando a implementação da Lei 10.639/2003 e ações efetivas contra o racismo religioso nas escolas.
- Incluir os terreiros nas políticas de enfrentamento às emergências climáticas, para que enchentes, incêndios e outros desastres não apaguem territórios, histórias e patrimônios construídos por gerações.
- Ampliar o acesso às políticas públicas, defendendo editais e programas federais que considerem as formas próprias de organização dos terreiros, sem uma burocracia que exclua as comunidades.

Esse compromisso não começa e nem termina na eleição. Vamos manter diálogo permanente com as comunidades, prestar contas e atuar junto ao Povo de Terreiro na defesa de políticas públicas, orçamento e proteção dos territórios. Porque liberdade religiosa não pode existir só no papel. Cada terreiro tem o direito de existir, cultuar, preservar sua memória e permanecer em seu território com respeito e segurança. Nosso compromisso é com o enfrentamento ao racismo religioso, a justiça racial e o direito à ancestralidade.
Agora é nós por nós!